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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Praxis


Praxis


O Praxis é uma metodologia para o processo de desenvolvimento de software com enfoque educacional, criada pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Wilson de Pádua Paula Filho. Seu objetivo é demonstrar as técnicas de desenvolvimento de software mais relevantes e promover treinamento eficaz e eficiente podendo ser usado no desenvolvimento de sistemas que duram entre seis meses e um ano e ser usado por pequenas e grandes equipes. O Praxis ainda pode ser adaptado e complementado de acordo com as práticas da organização (PAULA FILHO , 2003).

A sigla “Praxis” significa PRocesso para Aplicativos eXtensíveis InterativoS, fazendo referencia a tecnologia de orientação a objetos para o desenvolvimento de sistemas gráficos interativos. Na concepção do Praxis utilizou-se muitos elementos do PROSE, assim como elementos do PSP (Personal Software Process), do TSP (Team Software Process) e do RUP (Rational Unified Process).

O Praxis não tem o objetivo de substituir e nem ser concorrente destes processos, pois tem propósitos diferentes, contanto, pode ser usado como base de aprendizado para cada um deles (PAULA FILHO, 2003).

Os fluxos gerenciais contemplam as chaves 2 e 3 do CMMI. A UML é usada em todos os passos em que pode ser aplicada. Os padrões usados no desenvolvimento do Praxis estão conforme o IEEE . (PAULA FILHO, 2003).



2.4.1 Elementos


Os elementos de trabalho que compõem um processo estão representados na Figura 1:


Figura 1 Elementos que compõem um processo.


Da mesma forma que no modelo do Processo Unificado, o Praxis abrange tanto fases quando fluxos. Uma fase é composta por uma ou mais iterações e um fluxo é dividido em uma ou mais etapas. Iterações e etapas são exemplos de passos. Figura 2.


Figura 2 - Divisões de um processo


2.4.2 Fases


A divisão das fases no Praxis segue o modelo de ciclo de vida evolutivo. O final de cada fase é determinado pelas entregas e aprovação de um conjunto de artefatos (resultados). Os elementos maiores da arquitetura do Praxis são inspirados no RUP por questões de compatibilidade e maior aceitação da indústria. A Figura 3 demonstra as fases do Praxis (PAULA FILHO, 2003).



Figura 3 Fases do Praxis


2.4.3 Fluxos


O Praxis possui dois fluxos: fluxos técnicos e fluxos gerenciais. Os fluxos técnicos demonstrado na Figura 4, abrange atividades relativas ao desenvolvimento do sistema no qual o produto de software está contido.



Figura 4 Fluxos Técnicos


Os fluxos gerenciais, Figura5, cuidam das tarefas relacionadas ao planejamento, controle do projeto, qualidade de artefatos, alem de dar suporte e melhorar o processos de software.



Figura 5 Fluxos Gerenciais


2.4.4 Iterações


O processo de desenvolvimento de software é visto como uma sucessão de iterações. Em cada iteração, são agregadas novas funcionalidades até que o produto esteja finalizado. A figura 6 demonstra o detalhamento das fases e iterações:


Figura 6 Detalhamento das fases do Praxis


2.4.5 Vantagens e Desvantagens


O Praxis é baseado na tecnologia orientada a objetos, possui como notação de análise e desenho a UML, seus padrões são conformes os do IEEE. Possui elementos do Processo Unificado e é um processo iterativo. Pode ser utilizado para fins didáticos e comerciais, ser reproduzido e alterado livremente, garante o nível 3 do CMMI.

Por ter pouca divulgação ainda não é usado em escala nacional. Também não pode ser utilizado ou considerado como uma metodologia ágil, pois exige muita documentação



REFERÊNCIAS


PAULA FILHO, Wilson de Pádua: Processo Praxis. Disponível em http://homepages.dcc.ufmg.br/~wilson/praxis/. Acesso em 11 mar. 2010.

PAULA FILHO, Wilson de Pádua. Engenharia de Software: fundamentos, métodos e padrões. 2a ed. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos Científicos. 2003. ISBN: 8521613393






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